Há uma questão que causa muita discussão em sala de aula: a coordenação e subordinação. Não só por suas dezenas de classificações como também pela dificuldade de distinção entre elas. É muito comum o aluno responder "Oração coordenada adversativa", quando, na verdade, trata-se de uma "Oração subordinada adverbial concessiva".
Na coordenação, não há relação sintática entre uma oração com algum termo da outra, a relação é meramente semântica, de sentido entre as orações, . Observe a diferença entre uma oração coordenada adversativa de uma subordinada adverbial concessiva.
A secretária chegou cedo, porém não terminou o relatório.
Existem duas orações independentes sintaticamente (coordenadas):
1) A secretária chegou cedo
2) (Ela) não terminou o relatório
A conjunção que faz a relação de sentido entre as orações é "porém", uma conjunção adversativa. Portanto temos um período composto por coordenação.
Por mais que tenha se esforçado, a secretária não terminou o relatório.
1) Tenha se esforçado
2) A secretária não terminou o relatório
A relação que subordina as orações é "por mais que". Note que a 1ª Oração mantém um nexo de oposição com a segunda, mas esse nexo apresenta dependência, pois só apresenta sentido, quando é exposto o fato ocorrido na 2ª oração. Então, pode-se concluir que a 1ª Oração é subordinada à segunda, uma vez que é empregada para expressar uma circunstância adverbial de concessão e, sem a presença da 2ª Oração, ela não teria sentido.
Se a 1ª Oração se subordina à 2ª, esta é a principal e aquela é subordinada.
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